DESAFIOS E PERSPECTIVAS NA ATUAÇÃO DOS AGENTES COMUNITÁRIOS DE SAÚDE NO SUS
DOI:
https://doi.org/10.36925/sanare.v24i02.1900Resumo
Este estudo analisou o impacto do trabalho dos Agentes Comunitários de Saúde (ACS) em sua qualidade de vida, considerando dimensões física, emocional, social e ambiental. Trata-se de uma pesquisa exploratória-descritiva de abordagem mista, realizada com 15 ACS vinculados aos Centros de Saúde da Família Terrenos Novos I e II, em Sobral, Ceará. A coleta de dados ocorreu por meio de questionário sociodemográfico e do WHOQOL-BREF. Os resultados evidenciam um perfil majoritariamente feminino (86,7%) e pardo (73,3%), sendo que mais da metade da amostra (53,3%) possui ensino superior; o tempo de atuação variou entre 8 e 27 anos. Quanto à qualidade de vida, 66,7% relataram satisfação com sua capacidade laboral. Contudo, emergiram relatos de sobrecarga física e mental, pressão psicológica, extensão da jornada de trabalho e percepção de desvalorização pela gestão. Apesar desses desafios, os ACS revelaram vínculo comunitário sólido e de reconhecimento social em relação às atividades que exercem. Conclui-se que, embora encontrem sentido no trabalho, faz-se urgente repensar estratégias de gestão que promovam valorização profissional, melhores condições laborais e espaços de escuta ativa. Além disso, incorporar indicadores subjetivos de bem-estar às políticas públicas constitui estratégia essencial para fortalecer o cuidado no SUS






