VIOLÊNCIA OCUPACIONAL NA ATENÇÃO PRIMÁRIA E AS INTERFACES COM AS CONDIÇÕES E A ORGANIZAÇÃO DO TRABALHO
DOI:
https://doi.org/10.36925/sanare.v20i2.1559Resumo
O estudo teve como objetivo analisar as evidências científicas que tratam sobre a violência ocupacional na saúde e as interfaces com as condições e organização do trabalho. Trata-se de uma revisão integrativa considerando artigos originais publicados em periódicos nacionais e internacionais. Foram cruzados os descritores “Violência no Trabalho”, “Saúde do Trabalhador” e “Atenção Básica à Saúde”, no período de 2008 a 2018. O tipo de violência ocupacional mais prevalente foi a física, seguida da violência psicológica; os pacientes foram os principais perpetradores, seguidos dos próprios colegas de trabalho. Investimentos nas condições e organização do trabalho reduzem as chances de violência no local de trabalho. Há necessidade de desenvolver estratégias organizacionais e políticas em geral para a proteção dos profissionais de saúde. A violência ocupacional é multicausal, com repercussões negativas no contexto laboral dos trabalhadores violentados. Dessa maneira, o maior envolvimento de gestores públicos e ações de planejamento estratégico podem auxiliar com mudanças desse paradigma.
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